sexta-feira, 23 de abril de 2010
Língua
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto da Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade (...)
(Caetano Veloso)
quarta-feira, 21 de abril de 2010
A língua

O lingüista francês Ferdinand de Saussure, afirma que a língua “é um produto social da faculdade da linguagem e um conjunto de convenções necessárias adotadas pelo corpo social, a fim de permitir o exercício desta faculdade ente os indivíduos”. A língua é o instrumento maior de comunicação, estabelecido e adotado por cada comunidade em particular. Ou seja, cada indivíduo de uma dada comunidade recebe, por herança, uma determinada língua, pronta, sistêmica, social por ser comum àquele grupo de falantes. Assim o Pará é um dos poucos estados do Brasil, onde o pronome “tu”e marca registrada, sem contar as expressões como “pai d’égua” que denota tudo aquilo que se gosta, que se admira, que se valoriza. Um charme que para muitos parece palavrão. Mas não há quem em pouco tempo no Pará, não comece a achar tudo pai d’ égua por aqui. É pai d’ égua tomar açaí! De rocha mesmo é um tacaca! A gente fica todo pavulagem com tanta gente no círio de Nazaré. Peraí em Bragança tem festa de São Bené. Então me espera lá no canto. Mas credo! Isso é apenas uma amostra da linguagem paraense.
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